Compartilhando sobre a vida
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
A história de uma família que nos mostra o sentido do natal
Mateus 1:1-17
Já é natal. O ano passou rápido. A cidade já esta toda decorada, colorida, alegre, lojas cheias, crianças fazendo seus pedidos ao papai Noel e o clima de natal já nos domina. Mas, natal é muito mais do que isso, natal é o tempo de celebrarmos o nascimento do Filho de Deus, Jesus, Aquele que assumiu a forma humana para demonstrar o amor de Deus por nós.
Os primeiros versículos do Novo Testamento começam contando a história da família de Jesus, a genealogia de Jesus; talvez soe estranha para nós uma genealogia, mas na cultura judaica a genealogia tinha por objetivo mostrar de qual família à pessoa pertencia, o valor do nome dessa família, a pureza étnica (mostrar se a pessoa era 100% judeu) e como requisito para o oficio sacerdotal. Então, na cultura oriental as genealogias eram muito importantes.
Ao olharmos para a genealogia de Jesus nos deparamos com uma surpresa: o nome de quatro mulheres. Tamar (v.3), Raabe (v.5), Rute (v.5) e Bate-seba ( v.6). Mas, por quê há surpresa com o surgimento de mulheres na genealogia de Jesus? A surpresa é fruto da condição das mulheres nos dias de Jesus, pois, elas não tinham direitos legais, não apareciam em genealogias, eram consideradas “propriedades” dos pais e maridos, mostrando assim como elas eram vistas pela sociedade.
A genealogia de Jesus fica mais interessante quando vemos na Palavra de Deus a história dessas mulheres. Vejamos:
Tamar: fingiu-se de prostituta e seduziu o próprio sogro;
Raabe: prostituta que morava na cidade de Jericó e serviu de refúgio para os espiões israelitas;
Rute: estrangeira da terra de Moabe (Dt 23.3);
Bate-Seba: mulher com quem o rei Davi cometeu adultério.
Isso era um escândalo para os judeus. Pois, na genealogia de Jesus havia prostitutas, uma adultera e uma estrangeira. Mas, o interessante é que todas essas mulheres tiveram um encontro com o Senhor e a história da vida delas foi transformada.
Mas, surge uma pergunta: Por que a genealogia de Jesus traz o nome destas mulheres?
A história dessas mulheres responde essa pergunta. A história dessas mulheres na genealogia de Jesus nos ensina três lições que brevemente quero compartilhar.
1. A história dessas mulheres esta na genealogia de Jesus para mostrar que o fracasso humano é matéria-prima para o propósito divino
1. A história dessas mulheres esta na genealogia de Jesus para mostrar que o fracasso humano é matéria-prima para o propósito divino
Mais importante do que o lugar de onde você veio é o lugar para onde você vai! Mais importante que aquilo que você é, é aquilo que você pode ser! Quando olhamos nas Escrituras vemos a fragilidade humana, vemos como o pecado afetou nossa humanidade (Rm 3:23), como somos frágeis e capazes dos mais terríveis atos. A história moderna nos prova isso.
Porém, para Deus isso não é problema. Ele transforma nossa história de vida, pois, Ele é Senhor e Criador de todas as coisas. Por isso Ele esta preocupado não com o começo da nossa história, mas sim em como ele irá acabar. O natal é o sinal visível de Deus encarnando na pessoa de Jesus, assumindo a forma humana, e vindo ao nosso encontro para mudar a nossa história de vida. Natal é tempo de lembrarmos esse presente maravilhoso de Deus para nós.
2. A história dessas mulheres esta na genealogia de Jesus para mostrar que as escolhas de Deus não se baseiam no mérito humano
2. A história dessas mulheres esta na genealogia de Jesus para mostrar que as escolhas de Deus não se baseiam no mérito humano
A inclusão dessas quatro mulheres na genealogia de Jesus nos mostra que as nossas escolhas são baseadas em nossos próprios méritos. Nós não iríamos escolher essas mulheres para fazer parte do nosso projeto de vida ou convidá-las para a nossa casa, pois, a história delas, o currículo delas não são bons o bastante para o nosso padrão.
Porém, as escolhas de Deus não são baseadas nos nosso méritos, no nosso desempenho espiritual, pelas nossas boas obras, mas sim na graça e misericórdia Dele, na obra que Cristo Jesus fez na cruz. Natal é tempo de redescobrimos nossa humanidade em Cristo, pois, em Cristo, Deus escolheu nos amar e derramar bênçãos.
A 3. A história dessas mulheres esta na genealogia de Jesus para mostrar a universalidade
do evangelho (boas novas) de Cristo
do evangelho (boas novas) de Cristo
A genealogia de Jesus nos mostra que o amor de Deus, a nova vida que Ele tem para oferecer é para todos. Homens e mulheres. “Perfeitas” ou “imperfeitas”. Adultos ou crianças. Porque Deus em Cristo Jesus resgata a dignidade humana. Em uma época em que a mulher não era considera, e era totalmente desprezada, Jesus confere honra as mulheres, muito antes de qualquer movimento feminista.
As Escrituras nos dizem que “...pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3.27-28)
Esse é o verdadeiro sentido do natal: a materialização do amor de Deus. Quando Cristo nasceu o amor de Deus se materializou, sem levar em conta o nosso fracasso, sem levar em conta nossas escolhas e sem acepção de pessoas.
Que possamos celebrar o natal nessa perspectiva. A perspectiva do amor imenso de Deus por nós.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Eu atirei a primeira pedra
Segue abaixo um texto que espelha uma realidade desafiante para a nossa caminhada de maneira sádia com Jesus.
"Imagino a cena, em lugar reservado, sem acesso ao público e mídia, se reúnem autoridades, alguns convidados e privilegiados do sistema. Abre-se a porta e os guardas conduzem uma mulher. Em seu traje apropriado ao decoro muçulmano ela é conduzida até o centro do pátio. A sua sentença é lida e então ela é colocada dentro de um buraco já preparado com antecedência para que ela fique enterrada do pescoço para baixo (se fosse um homem seria a partir da cintura). Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 e três anos está sentenciada a sofrer morte por apedrejamento. Foi condenada em um processo por adultério. Viúva, foi acusada de manter relações extraconjugais com dois homens, cumpriu a pena para esse tipo de “crime”, foi submetida a 99 chibatadas. Posteriormente, em um novo julgamento, sob coação ela confessou ter mantido uma dessas relações quando o marido ainda era vivo. Resultado, foi condenada a pena de morte por adultério. Ali, perfilados estão os voluntários, civis que se apresentam para executar a pena. O tamanho das pedras é determinado na sentença. Não devem ser pedras muito grandes para que a condenada não morra muito depressa, e nem muito pequenas para que ela, porventura, sobreviva ao apedrejamento.
Imagino outra cena, ali mesmo no oriente, Jesus ensina seus discípulos assentado como era seu costume. Uma multidão chega de repente, traz consigo uma mulher apanhada em flagrante adultério. Ela já estaria sentenciada pela lei judaica, morte por apedrejamento. Não importa se a lei se referisse ao homem também, o que importa é que a “justiça” deveria ser exercida sobre ela. A multidão, ávida por espetáculos, mesmo que estes sejam peças de horror, aguarda a ordem de Jesus para iniciar o apedrejamento. As autoridades judaicas, ávidas de poder, esperam que Jesus descumpra a lei para poder resgatar sua posição ditatorial sobre a vida daquela gente ignorante que nada entendia da lei. E Jesus, como sempre, surpreende. Continua escrevendo na areia e diz: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.”. Eu sei que teólogos e exegetas vão discutir a autenticidade dessa pericope. Questiona-se se estes fatos aconteceram mesmo ou se é fruto da imaginação de escritores posteriores a João, que acrescentaram essa estória ao evangelho. Mas a verdade é que o conteúdo da estória ou história faz eco ao evangelho pregado e vivido por Jesus. Naquele dia ninguém a condenou, nem mesmo aquele que tinha direito e autoridade para apedrejar, o único que não tinha pecados, Jesus. Ele a enviou de volta para a vida, para reconstruí-la.
Agora, não imagino mais, eu me lembro. Lembro-me das vezes em que eu participei de apedrejamentos. Hora recebendo pedradas, outras as atirando. A determinada e não realizada execução da sentença de Sakineh, e de mais 12 mulheres e 3 homens que aguardam o mesmo destino, pelo mesmo motivo, é a materialização de outras execuções que nós cristãos ocidentais também praticamos. Em nosso caso, realizamos repetidas vezes o apedrejamento emocional, a pena de morte social. Coincidência ou não, geralmente, pelos mesmos motivos. E por favor, não me entendam mal. Não advogo a inexistência de julgamentos e juízos, apenas desejo fazer pessoalmente a retirada da trave dos meus olhos antes de atirar a primeira pedra.
Há uma canção gospel, negro spiritual, que pergunta reiterada vezes em sua poesia: “were you there when they crucified my Lord?” (você estava lá quando crucificaram meu Senhor?). E a resposta é: Sim, eu estava lá. Como estava lá no meio da multidão, pronto para apedrejar a mulher apanhada em adultério. E com tristeza confesso, eu atirei a primeira pedra." Jôer Batista (http://editoralogos.blogspot.com/)
Que desafio não é? Mas, esse é o projeto Deus para a minha e a sua vida. Esse é o projeto de Deus para a igreja. Nos dê força Espiríto Santo.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Sinais de vida
Chegou a minha 1° sobrinha, Janaína, primeira mulher na família. O nascimento de uma criança é sinal de vida nova, bem semelhante com a nova vida que em Cristo Jesus, Deus nos proporciona, então, ao mesmo tempo que celebramos o nascimento da Janaína, celebramos também a nova vida que Deus nos deu, nos dá e nos dará em Cristo. Que bom...conheça um pouco da Janaína...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Que tipo de evangelho viver?
Evangelho significa boas novas. Mas, a pergunta que surge é: quais boas novas são essas? quais boas novas a igreja hoje tem oferecido? Quero refletir, de forma incial, sobre alguns tipos tipos de evangelhos que tenho visto por ai.
Um deles é o Evangelho de perdão
De acordo com o evangelho do perdão nós pecamos contra Deus e estamos debaixo de sua ira até que peçamos seu perdão e vivamos uma vida de arrependimento. Essa noção de evangelho funciona bem aonde as pessoas tem um senso comum sobre autoridade, pecado, julgamento, inferno e Jesus. Não esta errado dizer que pecamos contra Deus e precisamos de arrependimento, porém, é preciso um aprofundamento nesses conceitos, pois, hoje as pessoas não possuem esse "senso comum", o que é autoridade? quem é Jesus? o que é pecado? Enfim, são conceitos que temos dificuldade de entender e além do mais corremos o risco de viver uma vida baseada no nosso esforço próprio, baseada na nossa tentativa de viver uma vida de arrependimento, baseada no nosso conceito de justiça e nas nossas boas obras que demosntram arrependimento.
Há também o Evangelho da auto – satisfação
Ele ensina que Deus existe para capacitar cada um de nós para realizar nosso pontecial. Ele sofreu forte influência do psicólogo Abraham Maslov. Ele diz que o ser humano tem uma escala de necessidades básicas e ele valoriza o que é importante nessa escala (pesquise essa escala de valores de Maslov), mas no fritar dos ovos o que ele estabelece é cada ser humano como seu deus, com a missão de buscar sua própria glória. O evangelho é mostrado apenas como algo terapêutico para as nossas vidas, e essa é uma das faces da ação do evangelho, mas não é só isso. Esse evangelho terapêutico é errado por quê:
a. Ele não convoca a amar a Deus e ao meu próximo, mas somente a mim mesmo;
b. Ele não me chama para a missão de Deus, mas para a minha própria missão;
c. Ele não me chama para ser parte da igreja servindo na missão de Deus, mas para usar a igreja para me tornar uma pessoa melhor;
d. Ele não me chama a usar meu dom ou dons para edificar a igreja, para realizar meu pleno potencial;
e. Ele prega o orgulho.
Mas, também há o Evangelho da Libertação.
Ele afirma que somente através de Jesus podemos voltar a desfrutar da amizade com Deus e com os outros, porque ele removeu o pecado que nos separava. Em Jesus voltamos à missão original: adorar a Deus ao invés de nós mesmos, servindo para o bem comum, ao mesmo tempo em que criamos a cultura, e pela sua graça, ajudamos a consertar o que foi estragado pelo pecado.
Ao olhar para a Bíblia é esse evangelho que vejo Jesus vivendo e que os discipulos abraçaram. Porém, as vezes vejo que fugimos da proposta de Jesus. Creio que precisamos pensar sobre que tipo de evangelho têm sido apresentado e sobre qual evangelho temos baseado a nossa fé, a nossa espiritualidade.
Enfim, é só um começo de reflexão...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Culpa e medo x Graça e paz
A culpa habita a essência humana. A força que moveu a humanidade, mais que qualquer outra, foi a culpa. A culpa vem da primeira transgressão. Uma coisa é conhecer uma Lei—“Da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não comerás; pois se dela comeres, morrendo, morrerás”. Outra é conhecê-la como transgressão. O Conhecimento Informativo não gerou culpa, nem vergonha, nem medo, nem fuga. Mas quando o “fruto” foi comido, tendo antes aberto o apetite de modo alienígena...era como o gosto de “pular a cerca”...despertando também os sentidos estéticos...pois o fruto era belo de se ver...e criando uma ambição de auto-divinização...ser como Deus...conhecedor do Bem e do Mal...ah!...então, veio o conhecimento da Lei...e tal conhecimento é sempre experiencial. Somente a transgressão à Lei dá conhecimento dela, pois a Lei só se faz conhecer como culpa ou medo. É dessa culpa essencial que procedem todas as neuroses humanas.
E como o sexo é o clímax de toda experiência sensorial que os humanos podem ter...então, ele foi o ponto de convergência de quase todas as neuroses. “Vendo que estavam nus, fizeram para si coberturas...cintas de folhas de figueira”—foi como a culpa primeiro se expressou: como negação do prazer. O bem virou mal. O mal virou bem. Houve uma inversão. O mais belo se tornou o mais feio; e o mais digno se transmudou em vergonha; e o grito de gratidão pelo prazer—“Esta afinal é minha carne!”—passou a ser algo acerca do que a alma precisava se dês-culpar...e se ter muita parcimônia. Assim a vida humana é culpa...
Culpa de ter nascido...
Culpa de gostar do que se diz que não se deve gostar...
Culpa de amar a quem está proibido...
Culpa de ser amado e não corresponder...
Culpa por não se fazer amar...
Culpa por não ter conseguido chamar de amor àquilo que um dia se pensou que era...
Culpa de não ser compreendido...
Culpa de ter gerado filhos...e não conseguir controlar os seus destinos...
Culpa de possuir...
Culpa por não conseguir possuir...
Culpa de não ter sucesso...
Culpa de ter sucesso...
Culpa de se ser feliz...
Culpa de ser infeliz...
Culpa de não alcançar as expectativas projetadas...
Culpa da honra, da desonra, da cobiça, do poder, da fraqueza, do desejo, da inapetência, do orgulho, da cobiça, da falência, culpa...de ser. É da culpa que vem todo o resto...vergonha, medo, fuga e, sobretudo, o medo-fobia da morte. Culpa e Medo são a antítese de Graça e Paz! A psicanálise pode ajudar muito no problema da culpa, identificando-a como neurose e ajudando o indivíduo a diminuir a carga de seu existir...
Mas somente quando se toma consciência de que Jesus se fez pecado, culpa e vergonha por nós...é que se está no caminho da libertação da culpa...a fim de que se vá aprendendo a viver sem ela...até que se entre na Paz. A psicanálise faz o melhor caminho que a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal pode fazer com os recursos que a ela estão disponíveis no Éden...Digo, quase todos os recursos, pois há um, o único, que a psicanálise não pode ainda perceber...ou o percebe...mas o simboliza demais, esvaziando assim o seu poder real e eficaz.
No Éden Deus cobriu o homem e a mulher com vestes de pele de um animal...roupas de sangue...sangue de outrem. Freud não era o segundo Adão! Somente no Segundo Adão, e em Sua obra Consumada aos olhos do Criador—quando se fez pecado por nós—, é que a culpa pode cessar por completo.Somente quem crê que Deus aceitou como Consumado tudo o que o homem devia a Ele; e crê que o Primeiro Crente é Deus, pois Ele creu no Sacrifício de Cristo; e crê que se Deus Aceitou a Cristo, então quem o aceita, aceita aquilo e Aquele que por Deus foi aceito no lugar de todos os homens—Sim, somente este ser humano vai começar a entrar na Paz! Aos olhos de Deus o pecado foi aniquilado na Cruz, conforme a Epístola aos Hebreus. Os pecados que faziam separação entre nós e Deus foram de todo removidos. Por isto, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo.
Ora, essa salvação não é apenas um passaporte para a eternidade. Ela é sobretudo uma certidão de libertação da culpa, da vergonha e do medo...inclusive o medo da morte. É sem culpa que nós temos que tratar dos nossos pecados. Pois com culpa apenas os aumentaremos e os fixaremos mais profundamente em nós...como “pecados próprios”.Eu preciso não ter pecado para começar a pecar cada vez menos! Somente aquele para quem toda condenação já foi cancelada é que pode começar a andar de modo a não se condenar tanto...e assim, pecar menos, pois a condenação apenas nos faz pecar mais e mais...Santidade é o estado de todo pecador que vive sem culpa, por que creu na Graça que é maior que a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Esses, os que assim creram, desistiram da tal Árvore exatamente no momento em que admitiram que a salvação é pela fé.
Inverte-se a ordem gnóstica. Não é o Conhecimento que gera a Fé. É a Fé que gera um Conhecimento em Fé, que é um Conhecimento que se assume como Fé na Graça, e que se entende como sendo também Graça...e não auto-desenvolvimento.
Aqui está a esperança para se crescer para além de todas as neuroses...embora este seja um caminho estreito...e poucos acertam com ele. Ele é estreito para o Conhecimento, mas é tão largo quanto a Fé; isto para quem crê! Quem crê não será confundido...nunca mais!
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