Na tragédia que aconteceu no Haiti uma mulher, admirada por muitos morreu: Zilda Arns. Ela era a líder da pastoral da criança, uma mulher que dedicou parte da sua vida para ajudar as pessoas. Ela era alguém que seguia uma causa, tinha uma convicção, mas hoje quem temos assim nos nossos dias? Ronaldinho, o fenômeno? Ivete Sangalo? Ou será uma banda de rock ou uma dupla sertaneja? Esta difícil não é? É difícil porque cada vez mais as pessoas são guiadas por conveniências ao invés de convicções. Ou seja, seguimos "causas" que nos oferecem uma proposta melhor, sem importar aquilo que acreditamos ou achamos que é certo.
Mas, Jesus nos faz um convite: tomar a sua cruz. O convite de Jesus é seguirmos uma causa, admiramos Ele e sua cruz. Mas, será que entendemos o que significa tomar a cruz de Cristo? Geralmente associamos “o tomar cruz” como ter que enfrentar situações difíceis na vida. Uma doença, uma família problemática, a falta de emprego, entre tantas outras situações que nos acontecem que dizemos: “essa é a minha cruz, tenho que levar, fazer o que?!”
Mas, quando Jesus nos convida a tomar a sua cruz não são essas situações que Ele tem em mente; “tomar a cruz” para Jesus significa dizer não para nós mesmos e sim para Ele em todas as dimensões da nossa vida. Significa entender que Ele é Senhor de todas as áreas da nossa vida, que os valores Dele são melhores que os nossos, que a justiça Dele é melhor do que a nossa, ou seja, viver a vida que Ele tem para nós.
Gálatas 2:20 nos diz: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” Então, quando entendemos que o convite de Jesus para “tomar sua cruz” significa negarmos o nosso ego, o nosso egoísmo, as nossas vontades, o nosso senso de justiça, enfim, negar o nosso "eu" isso implicará compreender que tomar a cruz é para todos aqueles que querem ser discípulos de Jesus (aqueles que querem caminhar com Jesus), que é uma atitude para a vida toda (não é uma onda, uma moda), que é um exercício doloroso e é um caminho de humilhação (em meio a uma sociedade que só valoriza os "vencedores") e é um ato de vontade pessoal e voluntário. Você percebeu a dimensão do convite de Jesus?
Cada dia mais quero viver através da cruz de Cristo e tudo aquilo que ela conquistou para mim.
Tonhão, vulgo Antônio Paulo

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